CAMPO MOURÃO - Quinta-Feira, 17 de Abril de 2014
Polícia Civil prende 6 pessoas acusadas de levar drogas para presos em Campo Mourão e Peabiru
| 01/06/2012 14:07


Policiais civis de Peabiru e Campo Mourão saíram em diligências no início da manhã desta sexta feira (01) nas duas cidades para o cumprimento de seis mandatos de prisão e busca apreensão. Ao todo cinco pessoas acabaram presas, sendo três em Peabiru: E.T.T. (mãe de três dos acusados),  E.T.S., conhecido como Pelé, F.B.A., G.Z., conhecida como “Gi”, e duas em Campo Mourão: W.A.P.B. e A.H.T, conhecido como “Xande” ou “Cud”.  Todos são acusados de tráfico de drogas com o agravante de estarem levando drogas para dentro das carceragens das duas cidades. Além das prisões os policiais apreenderam 6 aparelhos celulares , cerca de 50g de maconha e mais R$96 em dinheiro.

Um sexto acusado, M.T.S., conhecido como “K2” já estava preso em Peabiru e estaria recebendo as drogas para traficar dentro da carceragem. Todos negam envolvimento com as drogas e se dizem inocentes.  Apesar de negarem, o superintendente da 16ª Subdivisão Policial, Claudinei Pereira, não tem dúvida do envolvimento de todos eles. “O trabalho de investigação já vem de algum tempo e, felizmente, conseguimos prender essas quadrilha”, enfatiza o superintendente.

O delegado de Peabiru, Dr. Adriano Garcia, iniciou e coordenou as investigações. “Através de escutas telefônicas, autorizadas pela justiça, já estávamos monitorando o grupo e hoje conseguimos prender todos eles”, explica o delegado. “A entrada de drogas nas carceragens é um problema antigo e difícil solução, mas desta vez conseguimos chegar a essa verdadeira quadrilha, composta pela mãe e os três filhos e suas namoradas, que além de comercializar as drogas, que recebiam de Campo Mourão, na cidade, e se utilizava das duas garotas para transportarem a droga para dentro das celas”, conclui.

Para Garcia, a forma como eles agiam demonstram uma total falta de respeito às instituições policiais.  “Não podemos tolerar essas atitudes. O tráfico de drogas dentro da cadeia promove a desordem total. Grande parte das brigas e rebeliões é causada pelo consumo drogas”, comenta. “Além disso, a venda das drogas cria disputas pelo poder entre os detentos”, explica.

O delegado explica, ainda, que a falta de policiais femininas durante as visitas, dificulta uma revista mais rigorosa nas mulheres que visitam os presos. “O trabalho fica prejudicado e com isso acaba entrando alguns tipos de drogas e objetos”, reclama. “Muitas mulheres escondem as drogas dentro das partes íntimas, chips de celulares nos cabelos, entre outros métodos. Por isso,  sem uma revista rigorosa é muito difícil controlar a entrada de objetos ilícitos nas cadeias”, explica Garcia. “Não podemos permitir esse tipo de conduta, por isso, estamos atentos, e ao menor sinal, estamos agindo. E, hoje, pelo menos nesse caso, conseguimos interromper essa corrente”, comemora.

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